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Juliana Guedes Arvelos Barbosa
13/Apr/2021 - 14h34 - Atualizado em 13/Apr/2021 - 14h39

EDTECHS – UM SETOR EM FRANCO CRESCIMENTO

EdTechs: o que os números nos dizem sobre estas empresas, no Brasil.


Por Juliana Guedes Arvelos Barbosa
Crédito: Foto de Julia M Cameron no Pexels

É sabido a necessidade de mudar, inovar, transformar o setor educacional como um todo. O mundo tem mudado há uma velocidade alucinante. Muitas funções, profissões, cargos que existem hoje, em alguns anos não existirão. Se tornarão obsoletos, substituídos pela inteligência artificial. Segundo o estudo “Projetando 2030: uma visão dividida do futuro” encomendado pela Dell Technologies ao Institute For The Future, 85% dos trabalhos em 2030 ainda não existem, então é extremamente difícil prever e acompanhar quais habilidades específicas serão necessárias de formas tradicionais. Sendo assim, é mais do que plausível que mudemos a forma de educar.

Muitas instituições de ensino, sejam de qual nível for (infantil, fundamental, superior) ainda tem uma visão muito tradicional do negócio e dificuldades em implantar as inovações necessárias.

Então, um setor vem despontando em oferecer estas inovações: as EdTechs. EdTechs são startups de tecnologia voltadas para educação.

Estas Startups já estavam em franco crescimento antes da pandemia do COVID – 19. Após esta pandemia, os números alavancaram.

Segundo a EdTechX Global Report, o mercado global de edtech foi avaliado em cerca de US$ 186 bilhões em 2019 e pode alcançar US$ 368 bilhões em 2025, já contabilizando os impactos do novo coronavírus. A maior parte desta fatia (47% - equivalente a US$77,2 bilhões) foram das empresas voltadas para educação básica. Os outros setores contemplados são educação infantil, educação superior, educação complementar e educação corporativa.

 

Informações da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) e do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB) relatam que o Brasil finalizou 2020 com 449 edtechs, sendo que:

 

  • 22,4% atuam com ensinos específicos tais como tecnologia, idiomas, finanças;
  • 22,2% atuam com novas formas de ensino relacionadas a gamificação, realidade virtual e aumentada;
  • 20% atuam com plataformas para educação;
  • 17,5% desenvolvem ferramentas para instituições de ensino;
  • 11,1% têm foco no estudante em preparação para vestibular e concursos, vocação e carreira;

 

Minas Gerais aparece em terceiro lugar em número de edtechs, com 9,7% das empresas. Em primeiro lugar temos São Paulo, com 45,3% e em segundo o estado do Rio de Janeiro, com 10,9% das empresas.

 

Recentemente duas edtechs brasileiras receberam aporte milionário, confirmando o crescimento da área. Uma delas é a Descomplica, especialista em ensino on-line, recebeu aporte de R$450 milhões. A outra edtech é a Hotmart, empresa que oferece um site para hospedagem de cursos on-line, venda de ebooks, entre outros, recebeu investimentos de R$750 milhões, se tornando o mais novo unicórnio brasileiro (unicórnios são empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão).

 

As soluções educacionais ofertadas por estas startups seguem as seguintes tendências:

 

  • Jogos educativos: plataformas, sistemas ou aplicativos que auxiliam na aprendizagem por meio de gamificação;
  • Plataformas adaptativas: plataformas inteligentes que usam softwares que propõem atividades diferentes para cada aluno, sob medida, a partir de suas respostas e reações às tarefas. Permite a personalização do ensino.
  • Sistema gerenciador de aprendizado - LMS: plataformas que oferecem às instituições a habilidade de treinar, ensinar, gerenciar e monitorar os estudantes.
  • Sistema gerenciador de conteúdo - CMS: é um software que permite usuários não-técnicos a armazenar, organizar e publicar conteúdo na web de maneira fácil.
  • Sistema gerenciador educacional: serviços de apoio à gestão de processos e atividades de uma instituição de ensino tais como matrícula, rematrícula, sistema financeiro, organização acadêmica e de secretaria, captação e seleção.

 

Para quem está pensando em investir em uma edtech existente ou iniciar uma, o momento é propício. Estar ciente dos desafios que a legislação educacional brasileira apresenta e de se empreender no país é fundamental. Mas a inovação educacional é um caminho sem volta. Quem aceitar o desafio poderá ter muito a ganhar e a ajudar nesta empreitada.

 

REFERÊNCIAS: 

Juliana Guedes Arvelos Barbosa


Engenheira de Controle e Automação, Mestre em Engenharia Elétrica. Profissional com sólida experiência na Gestão Educacional. Certificada em Inovação e Transformação Digital. Consultora Educacional e Idealizadora do Educação Inovadora. Linkedin

 

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Sobre o autor
Juliana Guedes Arvelos Barbosa

Engenheira de Controle e Automação, Mestre em Engenharia Elétrica. Profissional com sólida experiência na Gestão Educacional. Certificada em Inovação e Transformação Digital.

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