Colunistas

< voltar
Juliana Guedes Arvelos Barbosa
21/May/2021 - 10h13 - Atualizado em 21/May/2021 - 10h14

Espaço maker nas instituições de ensino

Como os espaços maker podem auxiliar o desenvolvimento dos estudantes.


Por Juliana Guedes Arvelos Barbosa

jeswin-thomas-EN-QTwptpu0-unsplash

Para que uma instituição de ensino seja inovadora, não pode haver apenas um projeto. A instituição, como um todo, deve ser inovadora.

Podemos dividir a inovação em três áreas: pedagógica, processos e infraestrutura (espaços). Para que tenhamos uma instituição contemporânea, que realmente prepare seu estudante para o mundo do trabalho moderno, devemos atender a estas três áreas.

Hoje vamos falar da infraestrutura, mais precisamente de espaços maker. Você sabe o que são estes espaços?

Estes são lugares que permitem que a criatividade do estudante seja estimulada. É um local onde o protagonismo do estudante é incentivado.

Mas, antes de entendermos estes espaços e como implantá-los, precisamos entender o que é o movimento maker.

O movimento maker pode ser traduzido em “faça você mesmo”. Voltado para educação, ele pode ser considerado uma vertente de metodologia ativa. Apesar de estar muito em voga, não é um conceito novo. Começou a ser utilizado no início do século XX e a partir de 1960 ganhou força nos Estados Unidos.

O movimento ganhou destaque a partir de 2005, quando Dale Dougherty, quando lançou a Make Magazine, considerada a bíblia do movimento. Em 2013 foi publicado o Manifesto Maker no livro O Manifesto do Movimento Maker: Regras para Inovação no Novo Mundo dos Artesãos, Hackers e Reformadores. Este manifesto traz as seguintes premissas:

  1. Fazer;
  2. Compartilhe;
  3. Presenteie;
  4. Aprenda;
  5. Equipe-se;
  6. Divirta-se;
  7. Participe;
  8. Apoie;
  9. Mude;
  10. Permita-se errar.

Partindo destas premissas, as instituições de ensino, do infantil ao superior, tem adotado os espaços maker em suas metodologias.

O espaço maker possui quatro pilares: trabalho baseado em projetos, aprendizagem aos pares, respeito às paixões e paixão por brincar.

E como montar um espaço maker?  A instituição precisa de muitos recursos? É necessário maquinário de ponta? Vamos por partes.

A instituição pode começar a montar este ambiente com custo muito baixo, usando, por exemplo, sucatas e materiais reciclados. Pode adquirir algumas ferramentas de marcenaria e solicitar que os alunos tragam de casa, retalhos de madeiras, lâmpadas led, tecidos, entre outros. A partir daí, o docente deve incentivar os alunos a usarem sua criatividade na elaboração dos projetos.

Para um espaço mais elaborado, a instituição pode montar uma marcenaria completa, investir na parte de eletrônica com equipamento de solda, circuitos integrados, impressoras 3D.

Mas, se o intuito for construir um espaço completo, pode ser construído um FAB LAB. Já ouviu falar destes ambientes?

Os Fab Labs são espaços mais completo que o espaço maker e que precisam seguir algumas premissas. Para que tenha esta denominação, ele deve fazer parte da Fab Foundation, uma rede criada pelo M.I.T (Massachusetts Institute of Technology). Os projetos criados nos Fab Labs devem ser compartilhados com sua rede. Obrigatoriamente, um dia da semana, o local deve ser aberto gratuitamente à comunidade.  Estes espaços devem contar com parte de marcenaria e eletrônica, além de impressoras 3D, cortadoras a laser, máquina CNC (Controle Numérico Computadorizado), fresadora entre outros equipamentos. Em Minas Gerais, a primeira instituição de ensino a ter um Fab Lab foi o Centro Universitário Newton Paiva, aberto em 2015.

 

E a pergunta que fica é? Por que construir estes recintos nas instituições de ensino?

Precisamos formar os estudantes para o futuro do trabalho, para profissões que ainda não existem, para usar tecnologias que ainda serão inventadas. Sendo assim, temos que desenvolver, nestes alunos, suas soft skills. É preciso que os discentes desenvolvam sua criatividade, seu pensamento crítico, sua comunicação e sua capacidade de colaboração.

Tantos nos espaços maker como nos Fab Labs, todas estas competências podem ser desenvolvidas.

E fica uma dica. Caso sua instituição não possa construir um ambiente deste, existem espaços maker e Fab Lab que fazem parcerias. É uma ótima oportunidade para começar.

Juliana Guedes Arvelos Barbosa


Engenheira de Controle e Automação, Mestre em Engenharia Elétrica. Profissional com sólida experiência na Gestão Educacional. Certificada em Inovação e Transformação Digital. Consultora Educacional e Idealizadora do Educação Inovadora. Linkedin

 

#culturamaker#edtech#movimentomakerFavoritar

Sobre o autor
Juliana Guedes Arvelos Barbosa

Engenheira de Controle e Automação, Mestre em Engenharia Elétrica. Profissional com sólida experiência na Gestão Educacional. Certificada em Inovação e Transformação Digital.

Temas tratados:

##inovacao#edtech

Comentários

As opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores, não serão aceitas mensagens com ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência. Clique aqui para acessar a íntegra do documento que rege a política de comentários do site.