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Alysson Lisboa Neves Jornalista
22/May/2017 - 11h47 - Atualizado em 22/May/2017 - 11h53

Especialistas discutem a gestão de pessoas, inovação e o futuro das profissões

Em um cenário de profundas mudanças, a tecnologia ajuda na captação e retenção de talentos


Por Alysson Lisboa Neves

Belo Horizonte foi sede, semana passada, do 'Seminário Convergência Humanas e Exatas', no Auditório do Museu Inimá de Paula, no Centro da capital. Organizado pela Sucesu em parceria com a ABRH, o objetivo do evento foi discutir como a convergência entre as áreas de recursos humanos e tecnologias pode ocorrer. O seminário atraiu gerentes de RH, empresários e interessados pelo tema.

Celso Chapinotte, um dos palestrantes, ressaltou as diversas mudanças que a tecnologia vem trazendo para o setor de recrutamento. A revolução digital exige uma mudança gerencial mais horizontalizada para que os talentos possam sentir-se também “donos” do negócio.

Empresas recebem dezenas de currículos todos os dias, mas como filtrar e escolher os melhores para a entrevista? Mesmo com toda automatização e cruzamento de informações, a conversa cara a cara é um recurso infalível, ressaltou Leonardo Chebly, um dos participantes do debate ‘Tecnologia e RH – rumo ao futuro’.

Além do empresário, participaram Alexandre Flores, superintendente da Unimed-BH; Bruno Machado, diretor do grupo Anima Educação; Alberto Campos, diretor da Localiza; e Fábio Lacerda, CEO da Take.

Mesmo com big data e máquinas inteligentes que cruzam dados e fazem a peneira dos melhores currículos, a automação ainda não dá conta de perceber situações como caráter, capacidade de articulação e raciocínio. Sendo assim, Fábio Lacerda não acha que os robôs vão ocupar o lugar dos humanos. “Os robôs devem trabalhar e as pessoas, pensar. Essa frase sintetiza bem que as atividades que exigem análise e raciocínio não podem ser substituídas por máquinas.” A Take recebe dezenas de currículos e esse trabalho repetitivo de triagem pode ser realizado por uma máquina, mas a entrevista precisa ser sempre olho no olho.

Aprender com os erros e permitir que o funcionário desenvolva competências. O ambiente nas empresas precisa ser, cada vez mais, um lugar de aprendizado e conhecimento. Mais do que permitir bermudas ou entrada de animais, as novas empresas precisam dar liberdade criativa aos seus colaboradores, criando uma atmosfera envolvente.

O desafio é, no entanto, que os prazos e responsabilidades sejam cumpridos e a hierarquia não seja uma imposição. O funcionário precisa sentir-se também dono do negócio e perceber que sua colaboração permite o avanço da marca. 

#BigData#emprego#RH#tecnologiaFavoritar

Sobre o autor
Alysson Lisboa Neves Jornalista

Jornalista formado pelo Uni-BH, Especialista em Produção em Mídias Digitais pelo IEC PUC Minas e Mestre em Comunicação Digital Interativa pela Universitat de Vic, Espanha. Mais de 20 anos de experiência em mídia impressa e digital, com passagem pelos jornais Hoje em Dia e Estado de Minas. Na Revista Encontro desempenhou a função de editor de novas mídias, coordenador da equipe digital e colunista. É também especialista em desenho de jornais e revistas em tablets e smartphones. Foi professor de jornalismo no Centro Universitário de Belo Horizonte - Uni-BH. É professor de pós-graduação no IEC PUC Minas e de Empreendedorismo no Cotemig. É palestrante nas áreas ligadas ao jornalismo digital, novas mídias, inovação em desenho de jornais e revistas, redes sociais e marketing digital. É colunista do Portal Uai e consultor de novas mídias e marketing digital.

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