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Alysson Lisboa Neves Jornalista
19/Dec/2016 - 12h09 - Atualizado em 20/Dec/2016 - 10h14

Surface Book é a aposta da Microsoft para brigar com o Macbook da Apple

Conferimos o novo laptop da Microsoft que quer brigar com a Apple


Por Alysson Lisboa Neves

Os applemaníacos devem se lembrar do laptop branco de plástico que levava o símbolo iluminado da maçã no verso da tela. Isso foi há 10 anos. O Macbook da Apple lançado por Steve Jobs evoluiu para versões construídas em peças de alumínio sem emendas e que transformaram o laptop da Apple em sinônimo de status.

Desde seu lançamento, o crescimento do número de fãs acompanhou o aumento do preço do equipamento. Hoje, a versão mais avançada pode ultrapassar R$ 21 mil. Quando comprei meu Macbook em 2009, no Brasil, ele custava R$ 4 mil. Atualmente, o mesmo modelo vale R$ 11 mil.

Ninguém foi capaz de causar qualquer tipo de incômodo à soberania da Apple quando o assunto eram laptops de alta qualidade e durabilidade. Não que o Macbook tivesse a melhor configuração do mercado. Outros modelos como o Sony Vaio ou Dell têm altíssima performance, mas não se transformaram em objetos de desejo como os Macs. Os números impressionam. Mesmo vendendo 2 milhões de Macbooks a menos que 2015, foram comercializadas 18 milhões de unidades este ano. Nada mal, não é mesmo?

Comprei o Surface Book muito atraído pela tela sensível ao toque e seu potente processador i5. A versão mais robusta utiliza processador i7. Outra coisa que chamou a atenção foi a possibilidade de remoção e inversão da tela para transformá-lo em uma grande prancheta de desenho. Vamos às considerações do aparelho:

Peso e dimensões
O aparelho é muito leve. Na versão 13 polegadas pesa apenas 1,6 quilo.

Visual
O aparelho segue a mesma linha estética do Macbook com estrutura em alumínio, poucos botões e ausência de entrada para DVD, VGA e HDMI.

Tela e resolução
A tela touchscreen no aparelho tem seus prós e contras. A resolução é de 3000 x 2000 pixels e 267 PPI, é superior ao Macbook. O lado bom da tela é que você fica menos dependente do mouse e pode, por exemplo, ampliar um objeto rapidamente. O problema é que isso suja a tela que é difícil limpar.

Velocidade de abertura de aplicativos
O tempo gasto para ligar o aparelho é realmente muito curto. Basta um toque no botão que fica na parte superior da tela e a mensagem “Surface” aparece rapidamente. Para o aparelho ficar pronto para o uso gasta-se menos de 15 segundos.

Sistema operacional
É nesse ponto que o Surface fica devendo. Não que o Windows 10 seja desinteressante, mas para quem está acostumado com a praticidade do iOS - sistema operacional da Apple - o Surface dificulta operações simples como tirar um print da tela ou configurar as funções do multi-touch.

Resumo do comparativo

Pontos negativos: A Apple aposta em uma tela cada vez mais fina e leve e a parte mais pesada do equipamento fica concentrada na CPU. O Surface é exatamente ao contrário. A tela pesada causa desconforto quando o aparelho está no colo e dá a sensação que vai desequilibrar ou cair. Outro ponto que deixa a desejar é a percepção de fragilidade da base do teclado. Como toda a inteligência está por trás da tela, o gabinete mais parece um teclado como aqueles que acoplamos aos tablets.

Pontos positivos: O aparelho tem câmera traseira de 8MP e frontal que permite reconhecimento facial para desbloqueio. O design é muito limpo e teclado tem ótima ergonomia. A bateria do aparelho permite autonomia, segundo o fabricante, de 12 horas. Ele também é bem silencioso. A caneta (Surface Pen - foto acima) permite desenhar e colorir de modo bem natural. O designer Luiz Cordeiro fez o teste com a caneta. “A resolução e o tempo de resposta é muito bom, os recursos da paleta de cores e canetas é vasto. Desse modo, o desenho pode ficar com uma aparência bem natural”, completou Luiz.

A aposta da Microsoft em telas sensíveis ao toque (projeto Surface) não é novo. A empresa já investe há 10 anos no desenvolvimento da tecnologia para entregar um aparelho que possa atender uma gama maior de profissionais e desenhistas. A Apple investiu, ao longo do tempo, na melhoria da performance de suas máquinas e na qualidade de seus sistemas operacionais. A Microsoft, com a implantação do Windows 10 quer tornar a navegação mais intuitiva, mas não conseguiu esse feito ainda.

A fluidez da tela e os efeitos de transição ainda não foram superados por nenhum concorrente da Apple. E um dia serão? Apple e Microsoft seguiram caminhos distintos no início dos anos 1980. Resta saber que haverá uma nova estrada rumo ao coração dos aficionados por tecnologia ou abertura dos applemaníacos para experimentar qualquer outro equipamento que não carrega a força da maçã.

#microsoft#surface#apple#macbook#comparativoFavoritar

Sobre o autor
Alysson Lisboa Neves Jornalista

Jornalista formado pelo Uni-BH, Especialista em Produção em Mídias Digitais pelo IEC PUC Minas e Mestre em Comunicação Digital Interativa pela Universitat de Vic, Espanha. Mais de 20 anos de experiência em mídia impressa e digital, com passagem pelos jornais Hoje em Dia e Estado de Minas. Na Revista Encontro desempenhou a função de editor de novas mídias, coordenador da equipe digital e colunista. É também especialista em desenho de jornais e revistas em tablets e smartphones. Foi professor de jornalismo no Centro Universitário de Belo Horizonte - Uni-BH. É professor de pós-graduação no IEC PUC Minas e de Empreendedorismo no Cotemig. É palestrante nas áreas ligadas ao jornalismo digital, novas mídias, inovação em desenho de jornais e revistas, redes sociais e marketing digital. É colunista do Portal Uai e consultor de novas mídias e marketing digital.

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