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Alysson Lisboa Neves Jornalista
05/Dec/2018 - 16h20 - Atualizado em 05/Dec/2018 - 17h37

Tecnologia contra a violência animal

Diante das graves denúncias de violência contra animais, apps podem ajudar pets e seus adotantes


Por Alysson Lisboa Neves
Crédito: Pixabay

A intolerância também chegou nos animais. Essa semana o Brasil ficou estarrecido com a violência cometida contra um cão que ficava próximo a um supermercado em Osasco, na Grande São Paulo. Segundo o que foi relatado, um funcionário, a mando de seu superior, resolveu retirar o animal da porta do estabelecimento alegando que estava atrapalhando os clientes. A medida tomada pelo funcionário não poderia ser mais violenta. Com um pedaço de barra de ferro espancou o animal, que acabou morrendo.

O episódio não apenas arranhou a imagem dessa multinacional de supermercados, mas também colocou na pauta a real necessidade de implantar políticas públicas para dar o destino certo a cães e gatos abandonados nas ruas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que só no Brasil existam mais de 30 milhões de animais abandonados, entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães.

O Au.dote é um facilitador para ONGs identificarem novos donos para os animais
Crédito: Au.dote/Divulgação 

Mas a tecnologia pode dar um força e possibilitar que cães ganhem novos lares e reduzam esse impactante número. Uma dessas soluções, disponíveis nas app stores, é o Adota Aqui. A plataforma tem como objetivo principal conectar pessoas com interesse em adotar cães e gatos. Outro aplicativo semelhante é o Adota Pet. Além de ser gratuito, integra ONGs e adotantes de modo rápido e simples. Quanto mais conseguirmos dar um lar para os cães que estão em estabelecimentos e clínicas, maior é a chance de que novos animais se aproximem, gerando assim uma redução no tempo de permanência de animais nas ruas.

No aplicativo SOS Pet - Adoção responsável é possível também fazer denúncias de maus-tratos de forma fácil e intuitiva. Outra solução, chamada de Adô, é uma rede social para adoção de animais domésticos. Com filtros, você pode escolher o porte do animal e interagir com os doadores. A tecnologia busca reduzir disparidades, injustiças e o tempo em que as coisas acontecem. Antes da criação dos aplicativos, para que fosse possível adotar um animal, era preciso uma via-sacra pelas instituições de apoio e amparo de animais.

Agora, com apenas um clique, você pode conhecer os pets disponíveis para adoção, localizar o endereço que eles estão e ajudar a reduzir esses índices alarmantes de abandono e descaso. São 30 milhões de animais sujeitos a todo tipo de violência como aquela ocorrida em São Paulo. O Facebook também está repleto de grupos e ONGs que trabalham para encontrar um lar para os pets. Uma delas é a 101 viralatas.

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Sobre o autor
Alysson Lisboa Neves Jornalista

Jornalista formado pelo Uni-BH, Especialista em Produção em Mídias Digitais pelo IEC PUC Minas e Mestre em Comunicação Digital Interativa pela Universitat de Vic, Espanha. Mais de 20 anos de experiência em mídia impressa e digital, com passagem pelos jornais Hoje em Dia e Estado de Minas. Na Revista Encontro desempenhou a função de editor de novas mídias, coordenador da equipe digital e colunista. É também especialista em desenho de jornais e revistas em tablets e smartphones. Foi professor de jornalismo no Centro Universitário de Belo Horizonte - Uni-BH. É professor de pós-graduação no IEC PUC Minas e de Empreendedorismo no Cotemig. É palestrante nas áreas ligadas ao jornalismo digital, novas mídias, inovação em desenho de jornais e revistas, redes sociais e marketing digital. É colunista do Portal Uai e consultor de novas mídias e marketing digital.

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