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Bomba Solar para elevação da água vence Concurso da Unifei |
Setores de interesse
Governo, Inovação e Legislação
Participantes do Programa Mineiro de Empreendedorismo na Pós-graduação propõem bomba solar para o transporte de água que imita o mecanismo de grandes árvores
No dia 18 de junho, última sexta-feira, a equipe Biomimesis, formada por Paula Braga, Suelen de Castro, Vania Junqueira, Charlene Ribeiro e Evandro Sanguinetto, venceu o Concurso da Universidade Federal de Itajubá inspirados no mecanismo utilizado pelas árvores para elevar água a grandes alturas.
A pergunta inicial que motivou o desenvolvimento do Plano de Inovação foi: “Como elevar água com mais eficiência, reduzindo custos, diminuindo gasto energético, poupando materiais e manutenção, evitando consumo de energias fósseis e não poluindo?” E a resposta, o grupo encontrou na natureza. Segundo pesquisas destes alunos, num dia quente de verão, as árvores transportam 200 litros de água desde as raízes até à superfície evaporante das folhas, a mais de 20 ou 30 metros de altura.
A partir da observação e estudo aprofundado das árvores, a equipe Biomímesis propôs a formação de grupo multidisciplinar para pesquisa e desenvolvimento de bomba solar, mimetizando soluções vegetais no transporte de água. Entre as vantagens da bomba solar sobre outras bombas está o fato de que ela não apresenta gastos energéticos, não produz resíduos nem poluição sonora, não exige manutenção, é uma tecnologia auto-replicante e sustentável.
O ramo da ciência que estuda as estruturas biológicas e suas funções, procurando aprender com a Natureza e utilizar esse conhecimento em diferentes domínios da ciência chama-se Visão Biomimética. A Biomimética vem sendo estudada nos principais centros de pesquisa do planeta, com aplicações automotivas, aeronáuticas, navais, farmacêutica, indústria têxtil, construção civil, robótica e arquitetura e até extra-planetárias, como propõe o grupo.
Também concorreram os Planos: Compósito adesivo polimérico condutor de eletricidade para solda de componentes eletrônicos, Indicador Eletrônico de Velocidade (IEV) por RFid, Sistema para Eficiência Energética do Setor de Distribuição Elétrica. O Júri foi composto por Prof. Fred Leite, coordenador do Nit da Unifei; Maurício Bittencourt, consultor da INCIT - Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Itajubá; Francisco Rennó, empreendedor incubado na INCIT pela 2ª vez. O Sr. Rennó possui 80 anos, é uma referência de empreendedor para a região, uma história de vida sensacional, e que está muito empolgado em fazer parte do nosso júri.
A empresa Gaia TerraNova, de um dos vencedores, o Evandro Sanguinetto, já participa do Prime (Programa Primeira Empresa Inovadora), da Finep. Mara Carneiro, que atua tanto no Prime, quanto como facilitadora do Programa Mineiro de Empreendedorismo na Pós-graduação, testemunha que “foi gratificante ver como a abordagem vivencial do EMBATE permitiu percepções em cima do objeto de estudo do Prime que este empreendedor não teria tido sem o Embate. Um dos indícios que estamos ajudando a construir o futuro de nosso país e de todo nosso sistema de inovação, mesmo nas ações aparentemente pequenas!”
Embutir




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