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Participantes de Itajubá e Alfenas se unem em visita técnica |
Setores de interesse
Governo, Inovação e Legislação
A visita à UNIFI do Brasil permitiu conhecer o processo produtivo de fios sintéticos, as inovações deste processo produtivo, além de maior aproximação entre o mercado e mestrandos e doutorandos
Diferentes cursos, experiências, idades, origens e projetos de vida se reuniram dia 1º de julho para realizar a visita técnica na UNIFI. Especializada na produção de fios sintéticos, a UNIFI é uma das maiores empresas deste segmento no Brasil, referência em qualidade.
Na empresa, o grupo foi recebido por Fábio Almas, que explicou todo o processo produtivo, desde a origem, quando derivados de petróleo produzem o poliéster, que é polimerizado e dá origem à matéria-prima dos fios sintéticos. Fábio está na empresa há 13 anos, desde seu início em Itajubá e já passou por diversos setores. Hoje é diretor industrial. Entre os diferenciais que a UNIFI apresenta, os participantes puderam perceber o investimento realizado em capacitação da equipe, modernização tecnológica e padronização voltada para a Qualidade.
O grupo de pesquisadores das áreas de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Engenharia de Energia, Microeletrônica, Engenharia Mecânica, Materiais de Engenharia puderam visitar o laboratório de controle de qualidade dos fios onde são testadas suas propriedades como durabilidade e cor.
A grande inovação da UNIFI foi realizado há 1 ano e meio, quando sua matriz nos EUA desenvolveu filamentos sintéticos 100% reciclados, a partir de garrafas pets, que podem ser utilizados na indústria têxtil. Fábio conta que atualmente, a camisa da seleção brasileira de futebol é feita com este filamento e a Nike já obriga seus fornecedores em todo o mundo a utilizar este filamento reciclável em seus produtos.
Os participantes puderam conhecer os desafios desta indústria, entre os quais o fato de que a energia elétrica corresponde a 45% do custo de produção da UNIFI, o equivalente ao consumo de uma cidade como Itajubá. Também souberam do impacto gerado pela entrada recente da China e outros asiáticos no mercado de fios. Devido aos baixos custos de energia elétrica e mão de obra nestes países, hoje eles ocupam posição de liderança mundial no fornecimento de fios sintéticos e naturais.
Os alunos da Unifei ficaram muito curiosos com a questão energética e se interessaram em voltar à empresa, pensando em soluções para a questão. Já Evandro Sanguinetto avalia a possibilidade de utilizar fios como estes para aplicação em projetos de Biomimética.
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