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Enviado em 04/02/2012 por Notícias Simi.
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Canadá dá a gaúcho prêmio por inovação

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Cientista brasileiro radicado há dez anos em Ontário integra lista de 40 jovens com feitos relevantes para país



Pesquisador criou, com palha de trigo, plástico renovável que já está sendo usado em carros; ele já se naturalizou

 

 

Universidade de Waterloo/Divulgação
 

O brasileiro naturalizado canadense Leonardo Simon, da Universidade de Waterloo, posa com um modelo de molécula

RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO

"É errado achar que só o Brasil tem dificuldade para tornar comercial uma ideia que surge na universidade. Países como o Canadá também vivem esse drama."

 

Justamente por vencer a barreira que descreve, o gaúcho Leonardo Simon, da Universidade de Waterloo, apareceu na lista anual dos 40 canadenses com menos de 40 anos que fizeram algo relevante pelo país, elaborada pelo mais importante jornal de lá, o "Globe and Mail".

 

Exemplo da "fuga de cérebros", quando gente qualificada vai trabalhar no exterior, ele conseguiu fazer com que a Ford do Canadá usasse um plástico renovável, feito a partir de palha de trigo.



O COMEÇO

Por enquanto, o novo plástico é utilizado apenas em algumas peças do Ford Flex, um utilitário grande o suficiente para causar alguma culpa ambiental no proprietário. Simon acredita que seja só o começo. "O importante é que se tornou comercial. Continuamos trabalhando."

 

O "Globe and Mail" apresentou Simon com um texto empolgado, dizendo que ele está "revolucionando a composição dos plásticos". Já foram premiados o prefeito de Vancouver, vários empresários de sucesso e, nesta edição, até o diretor da Escola Nacional de Ballet do país.

 

Ele afirma que não está ficando rico. "Tenho salário de professor, vida confortável", diz. Aos 38 anos, não pretende voltar ao Brasil tão cedo.

 

Adaptou-se ao Canadá, onde vive há dez anos com a mulher, também brasileira e cientista. Há três anos tiveram um filho, que Simon leva para jogar futebol em um parquinho o qual, no inverno, é usado para patinação.

 

Ele não acha que o Brasil deveria lamentar sua ausência. "Agora o país tem alguém aqui para colaborar com suas universidades. Alguém que conversa em português e come churrasco, para quem a questão cultural não é uma barreira." Sem isso, o intercâmbio de projetos ficaria comprometido, diz.



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