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  • Participantes do Programa na Ufop visitam Biocarbo

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Enviado em 04/02/2012 por Programa Mineiro de Empreendedorismo na Pós-graduação.


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Participantes do Programa na Ufop visitam Biocarbo

Setores de interesse

Governo, Inovação e Legislação

Mineração e Metalurgia

Biotecnologia

Visita à empresa inovadora complementa vivências realizadas durante o Embate sobre empreendedorismo e inovação na pós-graduação



No dia 24 de agosto, a Biocarbo, empresa especializada em inovações na produção de carvão vegetal, recebeu os mestrandos da Ufop que participaram do Programa Mineiro de Empreendedorismo na Pós-graduação.

O Programa tem o objetivo de desenvolver a cultura de empreendedorismo e inovação nas universidades por meio do Embate (Empreendedorismo de Base Tecnológica), um seminário vivencial para desenvolver estas competências em mestrandos e doutorandos. Ao final dos seminários, equipes multidisciplinares elaboram planos de inovação, ou seja, estruturam uma idéia ou conhecimento acadêmico em forma de produto, serviço ou negócio viável economicamente. Como complemento dos conhecimentos e vivências apreendidos durante as 20 horas de seminário, o Programa também oferece visitas técnicas a empresas mineiras inovadoras.

Durante as visitas, os participantes do Programa têm a oportunidade de conhecer histórias de empreendedores e suas trajetórias desde a criação até a consolidação do negócio, passando pelos desafios percorridos, entender como se dá o processo de inovação no mercado, aprender sobre gestão, modelos de negócio, e ainda criar relacionamentos e possíveis parcerias com estas empresas.

O surgimento da Biocarbo
Devido à Crise do Petróleo (décadas de 1970 a 1980), as empresas começaram a buscar outras fontes de energia, o que refletiu também nas pesquisas realizadas nas universidades. Uma parceria entre a Acesita e a UFMG permitiu o início de pesquisas com foco na inovação da produção de carvão vegetal, utilizado na siderurgia. Alguns anos depois, a Acesita foi privatizada e a parceria foi interrompida, mas grande parte do conhecimento desenvolvido não se perdeu. Fernando Carazza e Maria Emília Rezende faziam parte do grupo de pesquisa e mais tarde levaram a experiência para o mercado, decidindo empreender e criar a Biocarbo.

A principal pergunta que se fazia à época era sobre qual a melhor opção: comprar coque de fora ou plantar para fazer carvão vegetal? Atualmente, 75% parte do carvão utilizado pelas siderúrgicas brasileiras é do tipo coque, derivado do carvão mineral. Ele é a melhor fonte de energia para a produção de grandes peças. As empresas precisam importar o coque e, por ser uma fonte mineral, seu preço é regulado pelo preço do petróleo. Por isto, muitas vezes, as empresas brasileiras optam pelo carvão vegetal, produzido internamente, como fonte de energia para seus alto-fornos. Ele produz ferro mais puro, com poucos contaminantes e é mais adequado a produções medianas, como telas, vergalhões e tubos.

No entanto, para que o mercado de carvão vegetal se expanda, é necessário que o processo de produção deste carvão se adéqüe ás exigências de mercado atuais, ou seja, evolua nos quesitos social, ambiental e econômico. Apesar de já ter havido alguma evolução na estrutura dos fornos, a imagem do carvão vegetal para o mundo é de um processo que inclui trabalho escravo, impactos para a saúde e segurança do trabalhador, queima de mata nativa e baixa produtividade.

Tecnologias a partir do alcatrão
Segundo os fundadores da empresa, esta busca por maior valor agregado ainda é mais discurso do que prática.  Mas há grande potencial, pois o Brasil é grande exemplo do uso comercial da biomassa e as tecnologias desenvolvidas pela Biocarbo estão 10 anos à frente da indústria nacional. Hoje em dia, a tendência é que a madeira seja retirada de florestas plantadas e não nativas e está acontecendo a profissionalização das carvoarias com maior rigor quanto ao uso de EPIs, direitos trabalhistas, maior preocupação com a saúde do trabalhador e com a redução da emissão de fumaça.

Foi pensando nestas tendências e demandas, que Fernando Carazza e Maria Emília Rezende, fundaram a Biocarbo. O objetivo do empreendimento é melhorar a receita na carbonização, a eficiência dos fornos tradicionais que hoje geram desperdício e ainda aproveitar os subprodutos da carbonização, por meio de tecnologias de maior valor agregado.


Maria Emília, uma das sócias da empresa explica processo de transformação do alcatrão em subprodutos de alto valor agregado.

A empresa desenvolveu um recuperador de alcatrão, uma das substâncias liberadas durante a queima do carvão vegetal. Este equipamento destila a fumaça da queima do carvão e disponibiliza o alcatrão em estado líquido, que é ponto de partida para o desenvolvimento de diversos produtos.

Dentre eles, o aroma de fumaça, utilizado como matéria prima de ingredientes para a indústria alimentícia, se destaca por ser responsável por cerca de 50% da receita da Biocarbo.


O laboratório da Bioagro realiza estudos para desenvolver aromas de fumaça e insumos agrículas  a partir da fumaça da carbonização do carvão vegetal

A partir do alcatrão, a Bioacarbo também produz o Biopirol, um insumo que melhora o desempenho da planta no que se refere à absorção de nutrientes, maior desenvolvimento e beleza para plantas, aumentando a resistência das plantas às pragas, ao período de estiagem, o volume e cumprimento das raízes.

Além disto, o mais novo projeto da empresa é o desenvolvimento de um forno de carvoaria mais eficiente e seguro. Maria Emília concluiu a visita afirmando: “O empreendedorismo é uma aventura muito gratificante!”


Mestrandos da Ufop, equipe do Programa e Fernando Carazza, sócio da Biocarbo, em frente à empresa

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