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04/Nov/2016 - 08:00 - Atualizado em 04/Nov/2016 - 09:03

10 tecnologias de Black Mirror que já existem

Se você acha todos aqueles exemplos da série distantes da realidade, melhor conferir esse texto. Contém spoilers


Por Redação

Um dos grandes sucessos atuais, a série britânica Black Mirror aborda de forma especulativa o futuro da sociedade moderna. Cada episódio conta uma história diferente, apontando o lado negro da vida com a tecnologia.

A série, que está em sua terceira temporada, traz alguns problemas e dilemas éticos e morais relacionados ao desenvolvimento tecnológico. Mas apesar de parecerem distantes, algumas das tecnologias apresentadas ali já fazem parte da nossa realidade. Confira:

Casa inteligente

Na série, um dos episódios retrata a escravização de um clone digital que fica responsável por ativar funções da casa, como preparar o café, acender luzes, ajustar o termostato, entre outras comodidades.

Com a Internet das Coisas, várias residências pelo mundo já estão sendo adaptadas para atuarem conforme o desejo dos usuários. Além disso, cientistas do MIT criaram uma inteligência artificial capaz de ler emoções e de interagir com elas, modificando o ambiente em que você se encontra.

Chatbot

Na segunda temporada, uma mulher, cujo marido faleceu, encontra em um bate-papo de inteligência artificial a forma de matar a saudade de companheiro.  Esses chatbots funcionam a partir de um banco de dados e vão aprendendo conforme a conversa avança.

Nesse mesmo contexto, a engenheira russa Eugenia Kuyda criou um aplicativo chamado Luka. Ela usou mensagens e posts das redes sociais de um amigo morto para criar um banco de dados. Essas informações são usadas pela inteligência artificial para bater papo com qualquer pessoa.

Robôs que parecem humanos

A mesma mulher que perdeu o marido e usou o chatbot não se contentou com isso e quis mais. Ela comprou um robô realista, idêntico ao marido morto, que assume a inteligência artificial do chat.

Já existem projetos de androides que não podem ser diferenciados dos seres humanos, ao menos visualmente. Ainda que isso não seja possível, por enquanto, a tecnologia já avançou bastante nesse aspecto. Um rapaz criou uma Scarlett Johansson robô  [  http://www.mirror.co.uk/news/weird-news/man-builds-scarlet-johansson-robot-7667715 ]  que sabe conversar, tem expressões faciais e até flerta com humanos.

Hackers te filmando sem você saber

Smart TVs, notebooks, ou qualquer eletrônico que tenha câmeras e microfones podem ser violados. Na Inglaterra um casal foi gravado fazendo sexo e as imagens foram parar em um site pornô. Mas de onde veio a gravação? Da TV.

É possível, sim, acessar a sua webcam ou seu microfone se a segurança da sua rede for muito frágil. Mesmo com muita segurança, todo cuidado é pouco. Com a internet das coisas crescendo cada vez mais rápido, um Wi-Fi desprotegido significa uma casa vulnerável a ataques de hackers.

Abelhas robôs

Retratado em Black Mirror, o problema do sumiço de abelhas é real. E o motivo é o mesmo apresentado na série: desordem de colapso de colônia – ou seja, elas abandonam as colônias e morrem, e ninguém sabe o porquê.

Como o risco de extinção é grande, cientistas de Harvard já trabalham em uma abelha robô de 3 cm para ajudar na polinização. O robô ainda tem problemas para voar e gasta muita energia, mas segundo os cientistas um modelo eficiente está próximo de ser desenvolvido.

Upload de consciência

Como acontece na série ainda não existe. Ok, esse texto é para as coisas que existem. Mas já temos pessoas trabalhando para isso acontecer. Então conta, né? O bilionário russo Dmitry Itskov investe sua fortuna, desde 2013, em pesquisas sobre upload de mentes. O cientista Ray Kyrzweil, engenheiro do Google, acredita que em 2045 isso será possível.

Lentes de contato de realidade aumentada

Na série as pessoas têm implantes cerebrais que mudam a aumentam a realidade, permitindo filmar, fotografar, mostrar informações sobre pessoas e lugares. Acha isso muito distante? A Samsung registrou uma patente para a produção de lentes com microcâmeras integradas e conexão Wi-Fi, que seriam controladas por smartphone. O Google projeta um chip injetável para os olhos humanos com as mesmas funções.

Mentes sem lembranças

A manipulação de lembranças já é real. Em testes, cientistas conseguiram, através do uso da acetilcolina, apagar memórias assustadoras de ratos. Os pesquisadores acreditam, ainda, serem capazes de esticar memórias selecionadas para durarem o máximo possível.

Supersoldados

A engenharia emocional aplicada para uso militar não acontece só na série. A ciência acredita ser possível apagar rastros que o medo deixa na nossa mente (e isso segue muito o tópico acima). O laboratório do Pentágono já trabalha com aparelhos de estimulação magnética que conseguem instigar ou suprimir emoções em pleno campo de batalha.

Ranking de pessoas

Em um dos episódios de Black Mirror pessoas são avaliadas a cada serviço prestado e consumido e a cada interação. Algumas coisas já funcionam assim atualmente. O Score de crédito, cálculo feito por bancos e empresas de cartão de crédito para avaliar se alguém deve ou não um empréstimo ou financiamento, define qual valor máximo para a pessoa e qual será a taxa de juros.

As redes sociais têm um grande papel nesse ranking. Várias empresas levam em conta todas as informações sobre o cliente. Isso inclui tudo o que você posta, compartilhar e curte. Segundo a Forbes, um funcionário chegou a dizer que “olhar o número de vezes que uma pessoa diz ‘bêbado’ no seu perfil pode ajudar a prever se ela vai pagar ou não as suas dívidas”.

A China pretende elevar o nível desse ranqueamento e criar um sistema de crédito social. O ranking mede quanto um cidadão é “confiável” com base no desempenho político, social e comercial.

#futuroFavoritar

Fonte: SuperInteressante

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