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15/Mai/2018 - 17:50 - Atualizado em 16/Mai/2018 - 10:52

5 coisas que você provavelmente não sabia sobre RÓTULOS de alimentos

O Portal SIMI conversou com Alessandro Sales, especialista no assunto, durante a 3ª edição do Pint of Science em BH


Por Pedro Matos/SIMI Belo Horizonte

Muita gente inicia uma dieta por conta própria e começa a priorizar determinados alimentos em detrimentos de outros seguindo apenas o “feeling” e a intuição, comumente influenciados pelo marketing de grandes marcas do mercado. Mas afinal, como saber se o que estamos consumindo está de acordo com nossa dieta?

Simples: basta consultar o rótulo dos produtos! Alessandro Sales, técnico em Química pelo Cefet-MG e mestrando em Ciência de Alimentos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi um dos palestrantes do Pint of Science deste ano, levando informações sobre o tema para o ambiente descontraído dos bares da capital mineira.

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Para Alessandro, a pressa é a principal inimiga do descaso com as informações. “Uma das maiores dificuldades é fazer com que o consumidor destine tempo para analisar o rótulo. Quando ele está no supermercado, ele não quer perder tempo e abre mão dessas informações chaves”, comenta Sales.

Alessandro participou da terceira edição do Pint Of Science em BH
Crédito: Diogo Brito/Fapemig

Os rótulos contêm informações valiosas, como a procedência do produto, validade, lote, alergênicos, tabela nutricional, entre outras. Mas nós selecionamos 5 dicas que podem ajudar você na hora das compras. Confira!

1 - Preste atenção ao NOME!

Por mais óbvio que possa parecer, o nome do produto diz muito sobre ele. O que para alguns despercebidos pode parecer apenas uma jogada de marketing, na verdade já indica se você está realmente comprando aquilo que deseja. “Um erro comum dos consumidores é pegar um néctar de frutas, vendido em caixinhas, por exemplo, achando que se trata de um suco. Mas na verdade não é”, exemplifica Alessandro. Os sucos devem possuir cerca de 50% de polpa da fruta, enquanto o néctar tem cerca de 30% e é menos saudável.

2 - Quantidade de ingredientes

Sabe aqueles produtos com uma lista enorme de ingredientes disponível no rótulo? Evite! Essa é a recomendação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Isso porque quanto maior for a lista de ingredientes, mais processado o produto é. Um número elevado de ingredientes, cinco ou mais, e com nomes pouco familiares como gordura vegetal hidrogenada, óleos interesterificados, xarope de frutose, isolados proteicos, agentes de massa, espessantes, emulsificantes, corantes e aromatizantes, por exemplo, indicam que o produto pertence à categoria de alimentos ultraprocessados.

3 - Ordem dos ingredientes

Outra detalhe importante na lista de ingredientes é a ordem. Obrigatoriamente, os ingredientes são informados em ordem decrescente, ou seja, o primeiro ingrediente listado é o que compõe majoritariamente o produto e o último é o menos presente no alimento. Se “açúcar”, por exemplo, for o primeiro item na lista de ingredientes do seu produto favorito, talvez seja uma boa hora de você rever sua dieta.

4 - Tipos de gordura

A tabela nutricional também é valiosa para o consumidor. “Ela mostra a quantidades de nutrientes presente no produto que está sendo consumido. Ela dá informações de nutrientes benéficos, como proteínas, fibras alimentares, carboidratos (que em quantidade moderada faz bem para o organismo), entre outros”, explica Alessandro. Mas você sabe diferenciar os tipos de gorduras presentes nela? As gorduras totais são as principais fontes de energia do corpo e ajudam na absorção das vitaminas A, D, E e K. Este dado se refere à soma de todos os tipos de gordura encontrados em um alimento.

Presente em alimentos de origem animal, as gorduras saturadas devem ser consumidas de maneira moderada, uma vez que podem aumentar o risco de doenças cardíacas. Já as gorduras trans podem ser encontradas em alimentos industrializados e também precisam ser consumidas com muita cautela, pois, assim como as saturadas, elas contribuem para aumentar os níveis de LDL (colesterol ruim).

5 - Novos modelos

Algumas instituições já trabalham no desenvolvimento de novos modelos de rotulagem que deixem mais claro para o consumidor o risco de ingerir determinados alimentos. A ideia é tornar a identificação de riscos à saúde mais simples e visual. Um exemplo que pode servir de inspiração para a legislação brasileira é o modelo chileno, que utiliza octógonos com avisos para ajudar a população a controlar os níveis de açúcares, gorduras saturadas, sódio e calorias.

Gostou das dicas? Se quiser saber mais sobre o tema e melhorar sua alimentação, você pode conferir o Guia Alimentar para a População Brasileira, produzido pelo Ministério da Saúde em parceria com a OPAS.

Veja a cobertura completa do Pint Of Science 2018.

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