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11/Jul/2018 - 14:15 - Atualizado em 16/Jul/2018 - 15:35

Brasil sobe 5 posições em ranking mundial de inovação

País ocupa agora o 64º do ranking com 124 nações; gastos com pesquisa e desenvolvimento foram importantes


Por Redação Belo Horizonte/MG
Crédito: Wikipedia

O brasileiro já tem um novo motivo para comemorar e não tem nada a ver com futebol. É que o Brasil acaba de subir cinco posições no ranking mundial de inovação elaborado pela Universidade de Cornell, pela escola de negócios Insead e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Após dois anos estagnado, em 2018 o país saltou do 69º para o 64º lugar, entre 126  nações listadas. Esta é a melhor classificação em quatro anos.

Mesmo com a arrancada, a maior potência econômica da América Latina e Caribe ainda ficou atrás dos vizinhos Chile (47ª posição), Costa Rica (54ª) e México (56ª).

Segundo o estudo, a melhora do índice brasileiro se deve, principalmente, por investimentos em pesquisa e desenvolvimento, importações e exportações de alta tecnologia e pela qualidade das publicações científicas nacionais, especialmente as originárias da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

No entanto, ainda de acordo com o levantamento, o país decepciona na formação de cientistas e engenheiros, no crédito, investimento, produtividade e criação de novos negócios.

Liderando o ranking está a Suíça pelo oitavo ano consecutivo. O país se destaca nos indicadores de registro de patentes e também na indústria de média-alta tecnologia. Além disso, é um dos países que mais investe em pesquisa em desenvolvimento e em universidades de qualidade.

Destaques dos países mais bem-posicionados da América Latina e Caribe:

Chile
Qualidade regulatória
Matrículas no ensino superior
Acesso a crédito
Empresas que oferecem treinamento
Abertura de novas empresas
Fluxos de entrada e saída de investimentos externos diretos

Costa Rica
Gastos com educação
Acesso ao crédito
Produção por trabalhador
Valor pago por uso de propriedade intelectual
Exportações de informações e serviços de tecnologia da comunicação e mídias


México
Facilidade de obtenção ao crédito
Fabricação técnica
Importações e exportações técnicas
Exportações de bens criativas


Brasil
Gastos com pesquisa e desenvolvimento
Importações e exportações líquidas de alta tecnologia
Qualidade das publicações científicas

Confira quais são os 20 primeiros do ranking:

Suíça
Países Baixos
Suécia
Reino Unido
Singapura
Estados Unidos
Finlândia
Dinamarca
Alemanha
Irlanda
Israel
República da Coreia
Japão
Hong Kong
Luxemburgo
França
China
Canadá
Noruega
Austrália

O ranking Global Innovation

O Global Innovation Index GII classifica 126 economias a partir de 80 indicadores, que vão desde as taxas registro de patentes até a criação de aplicativos para smartphones, gastos com educação e publicações científicas e técnicas. São levados em consideração dados sobre as instituições de cada país, sobre capital humano e pesquisa, infraestrutura, sofisticação do mercado e das empresas, além do desenvolvimento de produtos tecnológicos e criativos.

O índice é calculado pela PricewaterhouseCoopers (PwC) e tem o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

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Fonte: G1

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