Notícias

< voltar
28/Ago/2018 - 09:00 - Atualizado em 27/Ago/2018 - 16:34

Com apenas 25 anos, pesquisador tem número recorde de publicações científicas

Em seu currículo, Hugo Filgueiras já contabiliza 18 produções científicas, quatro periódicos, entre outras coisas


Por Redação Belo Horizonte/MG
Crédito: Divulgação

O gosto pela matemática, música e por dar aulas acompanha o jovem pesquisador Hugo Filgueiras desde os primeiros anos de vida. Ainda adolescente, morador de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, já era professor de violão. Mesmo tendo prestado vestibular para música, o jovem decidiu sair do Rio para estudar Engenharia de Telecomunicações no Inatel, no Sul de Minas Gerais. Após concluir o bacharelado em 2016, há pouco mais de um mês defendeu a dissertação de mestrado e já está cursando doutorado. Todos esses feitos foram realizados por um jovem de 25 anos que, apesar de pouca idade, já tem em seu currículo 18 produções científicas, sendo quatro periódicos, 13 artigos em congressos nacionais e internacionais, além de uma patente.

Esse é o maior número de publicações resultantes de uma pesquisa de mestrado do Inatel, iniciado em 2001. “Realmente me encantei com as telecomunicações e quis estudar cada vez mais. Antes mesmo de me formar, já fiz algumas disciplinas de mestrado e consegui me dedicar à pesquisa”, conta Hugo.  A Capes (órgão do Governo Federal que regulamenta os programas de Pós-Graduação do Brasil) exige a publicação de apenas um artigo em congresso para a defesa de mestrado. 

Pesquisador do Laboratório WOCA (Wireless and Optical Convergent Access), o jovem concentrou os estudos em antenas para as futuras redes celulares 5G, operando na faixa de ondas milimétricas, acima de 20 GHz, com capacidade de reconfiguração. Hugo, em parceria com o professor  Arismar Cerqueira Sodré Junior e o pesquisador Tiago Brandão, desenvolveu um método de aperfeiçoamento para antenas baseadas em fendas, capazes de aumentar a banda de operação.

Segundo o pesquisador, as antenas baseadas em fendas geralmente são utilizadas em aplicações de radares de defesa, tais como os radares M60 e M200 do Exército Brasileiro, os quais foram desenvolvidos em parceria com o Inatel. De acordo com ele, o WOCA foi um dos primeiros laboratórios do mundo a propor a utilização desse tipo de antena para telefonia móvel. “Durante o mestrado, me dediquei ao estudo dessas antenas e foi possível desenvolver soluções que são potenciais para as futuras redes 5G”, conta.

O professor Arismar, orientador de mestrado de Hugo, explica que as antenas desenvolvidas proveem mais banda, mantendo as propriedades eletromagnéticas.  O orientador conta que a dissertação resultou no projeto e fabricação de três antenas com diferentes funcionalidades para cobertura de uma rede 5G: uma antena omnidirecional de alto ganho e outras duas inteligentes e reconfiguráveis. As antenas propostas atendem os pré-requisitos do Projeto 5G da Universidade de Surrey, na Inglaterra, parceira de pesquisa do WOCA.

Questionado sobre os planos para o futuro, Hugo diz que agora pretende dedicar-se ainda mais às pesquisas na área de telecomunicações no Inatel e tornar-se professor universitário. “Sempre me dediquei e minha produção foi grande devido ao ambiente de trabalho que o laboratório WOCA proporciona, com uma equipe muito unida, onde todos contribuem para o desenvolvimento científico. Nada disso seria possível sozinho. Dou uma dica para quem ainda está na graduação: 'pesquise sobre o que estuda e busque aplicações para aprender sempre'”, finaliza.

#pesquisa#Inatel#telecomunicações#hugofilgueirasFavoritar

Fonte: Inatel

Comentários

As opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores, não serão aceitas mensagens com ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência. Clique aqui para acessar a íntegra do documento que rege a política de comentários do site.