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20/Jul/2018 - 09:00 - Atualizado em 20/Jul/2018 - 14:36

Mineiros criam cosmético eficaz contra a calvície após pesquisa de 30 anos

Pesquisadores da UFMG desenvolveram tônico capilar a partir de princípio ativo existente no corpo humano


Por Redação Belo Horizonte/MG
Segundo OMS, problema atinge cerca de metade dos homens até os 50 anos
Crédito: TV UFMG/Reprodução

Um novo cosmético para combater a calvície chega ao mercado brasileiro a partir de uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) iniciada há 30 anos. O produto tem como princípio ativo um polipeptídio produzido pelo próprio corpo humano e sua eficiência foi comprovada cientificamente.

O produto chegou ao mercado no início do mês com o nome Sanctio e não se trata de um medicamento, mas, sim, um cosmético que contém substâncias bioativas (cosmecêutico). Inicialmente, a pesquisa tinha como objetivo tratar doenças cardiovasculares, mas há 10 anos foi identificada a oportunidade de criação de um tônico capilar a partir de uma nanotecnologia que tem a função de aumentar o fluxo sanguíneo no local afetado, além de ter propriedade antioxidante que evita a morte celular.

Desenvolvida pelos professores Robson Santos e Frédéric Frézard, do Departamento de Fisiologia e Biofísica da UFMG, a pesquisa apresentou um resultado satisfatório após um tratamento de três meses, apresentando algumas variações de pessoa para pessoa. Além disso, por ter sido criado a partir de uma substância produzida pelo próprio corpo humano e ser de uso tópico, o Sanctio não causa efeitos colaterais comuns a outros tratamentos de calvície, como a disfunção erétil e a irritação local.

Patente da formulação foi depositada pela UFMG
Crédito: TV UFMG/Reprodução

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a calvície atinge cerca de 50% dos homens até os 50 anos. Na primeira parte do estudo, por um período curto, 90 voluntários foram observados a respeito do surgimento de alergias e efeitos colaterais. Já na segunda, 60 candidatos utilizaram o produto em casa por um período de três meses.

Após a análise, em 66% dos casos estudados pela equipe da UFMG, a densidade capilar aumentou e em 30% houve crescimento de novos fios. Mas os pesquisadores explicam que, apesar dos resultados positivos, o produto não é 100% eficaz e o resultado do tratamento pode variar. Além disso, o tônico capilar não tem o mesmo índice satisfatório em mulheres, que também são afetadas pela calvície.

Para facilitar o licenciamento e a comercialização do Sanctio, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Nanobiofarmacêutica (INCT NanoBiofar) da UFMG criou a empresa Alamantec, que tem como diretor-presidente o coordenador da pesquisa, professor Robson Santos.

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Fonte: Hoje em Dia/UFMG

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