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21/Dez/2018 - 00:00 - Atualizado em 20/Dez/2018 - 15:12

PBH lança biofábrica de joaninhas para combater pragas

Joaninhas e crisopídeos comem pequenas lagartas, cochonilhas, moscas-brancas e pulgões


Por Redação Belo Horizonte/MG
Crédito: Amira Hissa/PBH/Divulgação 

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) criou uma biofábrica para criar joaninhas e crisopídeos que podem combater populações de pragas em hortas e arborizações. As soluções naturais podem ser fortes aliadas no controle de pragas urbanas, sendo um dos principais alvos as moscas-brancas, que atacaram fícus da Rua Bernardo Monteiro e Avenida Barbacena, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, e quase destruíram as árvores.

O berçário de joaninhas, que começou a produzir os insetos em outubro, está instalado na Casa Amarela, no Parque das Mangabeiras. O projeto desenvolvido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente tem como objetivo a produção em massa desses organismos.

Segundo Dany Silvio Amaral,  gerente de ações para sustentabilidade da secretaria e doutor em Entomologia, os insetos são criados em laboratório, com dieta e temperatura controladas. “A criação está em processo de consolidação, com o aumento da população. Espera-se que em um futuro próximo possam ser iniciadas as libertações e doações de kits com joaninhas e crisopídeos”, explicou Dany Amaral.

De acordo com a PBH, as primeiras joaninhas foram coletadas no Centro de Vivência Agroecológica Capitão Eduardo e levadas para reprodução. Dany explicou que eles ainda estão realizado a captura de joaninhas adultas pela cidade e levando para a biofábrica. “No Centro de Vivência Agroecológica há uma estrutura muito boa de hortas e muitos insetos.”

Quanto aos crisopídeos, o gerente explica que eles foram obtidos por doação de ovos de uma criação do Laboratório de Entomologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Viçosa, na Região Central de Minas. Ainda de acordo com ele, os insetos são alimentados e colocados para acasalar e os ovos e larvas são cuidados para completar o ciclo até atingir a fase adulta.

Segundo a prefeitura, a experiência da biofábrica é inspirada em ações existentes em Paris, na França. Um modelo parecido gerou bons resultados por lá, pois as autoridades distribuíram as larvas de joaninha para acabar com os pulgões e outros insetos que danificam jardins públicos. Ainda de acordo PBH, a capital francesa é uma cidade que não utiliza pesticida nos logradouros públicos há anos, sendo assim referência de políticas ambientais.

Para conhecer mais sobre o projeto, confira o vídeo abaixo:

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Fonte: Minas Faz Ciênci

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