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18/Mar/2019 - 09:51 - Atualizado em 18/Mar/2019 - 10:09

Pesquisadora da UFMG cria app para auxiliar jovens com doença falciforme

Aplicativo serve como diário e uma espécie de guru para adolescente que tenham a doença


Por Redação Belo Horizonte/MG
Aplicativo deve estar disponível até o fim deste semestre
Crédito: Escola de Enfermagem

A adolescência e a juventude são fases complicadas, repletas de conflitos, além de ser uma fase de autoconhecimento. Os adolescentes que precisam conviver com doenças crônicas, como o caso da Doença Falciforme, têm mais desafios ainda, demandando atenção e rotinas de autocuidado.

A doença é caracterizada pela mutação da hemoglobina, presente nas hemácias e no sistema circulatório do corpo humano. As hemácias com hemoglobina alterada perdem a forma arredondada e adquirem o formato de meia-lua, prejudicando a oxigenação dos órgãos e trazendo crises de dor.

Pensando em facilitar a transição da infância para a vida adulta do jovem com a doença, a pedagoga Sônia Aparecida dos Santos Pereira trabalhou numa alternativa para auxiliá-los, usando três pilares: tecnologia, educação e cuidados em saúde. O projeto foi tema de sua tese junto ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFMG.

Sônia propôs o Goblin, um aplicativo para smartphones que tem como proposta servir como diário e uma espécie de guru para esses adolescentes. O app conta com várias funcionalidades educativas e de registro e, por ele, o jovem pode receber informações e planejar suas rotinas de autocuidado.

O aplicativo utiliza o princípio da gamificação, permitindo que o jovem cumpra missões e receba pontuações e premiações. As missões funcionam de forma progressiva e fazem parte da rotina de autocuidados que o jovem precisa. Além disso, no software existe a função de acompanhamento diário de sintomas e sentimentos.

Segundo a pesquisadora, o aplicativo foi construído a partir de entrevistas com um grupo de jovens selecionados e o conteúdo proposto recebeu validação e aval de profissionais de saúde especialistas no assunto.

Sônia atua no setor de Pedagogia do Hemocentro de Belo Horizonte. No local são tratados cerca de mil jovens com Doença Falciforme, segundo ela. “Esses jovens necessitam de intervenção e de acompanhamento, além da dor há outras complicações clínicas e sintomas da doença, como febre, baixa imunidade, podendo chegar até ao Acidente Vascular Cerebral, que é o AVC”, conclui.

A expectativa é que o aplicativo esteja disponível para o público até o fim deste semestre, mas será disponibilizado, inicialmente, apenas para os pacientes do Hemocentro de BH.

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