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11/Set/2018 - 10:45 - Atualizado em 11/Set/2018 - 11:28

Saxofonista cria aceleradora para músicos

Acelerarte capacita e conecta artistas a investidores e parceiros estratégicos


Por Pedro Matos/SIMI Belo Horizonte/MG
Marcelo Coelho participou do Hacktown e falou sobre o case da Acelerarte
Crédito: Pedro Matos/SIMI

Que a música tem um importante papel na cultura e na economia do país, ninguém duvida. Dados do Ministério da Cultura apontam que a cultura é responsável por 4% do PIB brasileiro. No entanto, ainda é comum encontrar artistas independentes que têm receio em enxergar sua arte como um negócio ou empresa.

Foi neste cenário que Marcelo Coelho, Thiago Lobão e Silvio Junqueira criaram a Acelerarte, que funciona como uma espécie de aceleradora de artistas, capacitando e conectando músicos com potenciais investidores e parceiros estratégicos.

Tudo começou a partir da necessidade de Marcelo Coelho se reposicionar no mercado da música. Compositor e saxofonista, Coelho foi o primeiro case da sua própria aceleradora de artistas. “No meu projeto, por exemplo, estava claro que eu tinha que abrir uma empresa. Para isso, eu precisava de um profissional para cuidar do comercial e outro para o marketing. Então criei a Coelho Music”, comenta.

Após transformar seu talento e paixão pelo jazz em um negócio de fato, Marcelo Coelho viu na Acelerarte uma oportunidade de conectar a Coelho Music a investidores. “O investidor que olha para a música está sensibilizado. O artista tem que entender que precisa desse recurso para continuar fazendo o que gosta. E esse investimento tem que ser pago”.

Após o sucesso da primeira conexão, a Acelerarte criou workshops para a capacitação empreendedora de artistas. A ideia é que a partir da transformação do músico em uma empresa fique viável a negociação com investidores, aumentando o valor e atratividade do investimento.

Mesmo ocupando o cargo de CEO da Acelerarte, Coelho garante que agora consegue se dedicar muito mais para o seu talento do que antes. “Eu agora tenho mais tempo para a música porque está tudo organizado. Sou sócio e fundador na Acelerarte, mas a equipe é que acaba tocando o negócio. Consegui captar um dinheiro e agora cuido do operacional, onde sempre estive, compondo, tocando e fazendo música”, conclui.

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