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16/Jan/2019 - 13:41 - Atualizado em 16/Jan/2019 - 17:40

Semente de algodão brota pela primeira vez na Lua

Conquista chinesa faz parte dos experimentos da Sonda Chang'e 4, que pousou com sucesso na face oculta do satélite no dia 3 deste mês


Por Redação Belo Horizonte/MG
Foto divulgada pela agência chinesa Xinhua do broto de algodão na Lua
Crédito: Xinhua/Reprodução

No início desta semana, a China divulgou que conseguiu realizar um fato inédito. É que o país conseguiu que uma semente de algodão brotasse na Lua pela primeira vez, o que significa o sucesso de um dos experimentos da sonda Chang'e 4, a primeira a pousar na face oculta do satélite. De acordo com uma equipe de cientistas da Universidade de Chongqing (sudeste da China), esse feito representa a primeira “miniexperiência” bem-sucedida em solo lunar.

O pouso da sonda Chang'e 4, no dia 3 deste mês, foi o primeiro da história da humanidade na face oculta da Lua. O equipamento levou consigo sementes de algodão, colza (planta usada na fabricação de óleos), batatas e arabidopsis (uma flor muito usada em experiências genéticas), além de ovos de drosófilas (mosca-da-fruta) e algumas leveduras, com a intenção de poder criar uma “minibiosfera simples”, segundo a agência chinesa Xinhua.

As imagens enviadas pela Chang'e 4, nesta terça-feira, 15, mostraram que um broto de algodão tinha crescido com sucesso e que, até o momento, é a única semente que germinou.

De acordo com a universidade chinesa, esse cultivo não é nada fácil devido a grande variação de temperatura sobre a superfície lunar: mais de 100 graus Celsius durante o dia lunar, e cair a menos de 100 negativos de noite, além de receber uma maior radiação solar e de apresentar uma menor gravidade que a Terra. Xie Gengxin, cientista responsável pelo experimento com plantas na Lua, contou ao jornal South China Morning Post, que sua desenhou um recipiente que manteria a temperatura entre 1 e 30 graus centígrados, permitindo a entrada de luz natural e o fornecimento de água e nutrientes para as plantas.

Segundo o jornal, o dispositivo, um cilindro de alumínio de 18 centímetros de altura e 16 de diâmetro, pesa 3 quilos e teve um custo de mais de 10 milhões de yuans (5,5 milhões de reais). No entanto, essas plantas não foram as primeiras a crescer no espaço. Uma equipe da NASA desenvolveu, em 2016, um sistema de zínias (uma flor) na Estação Espacial Internacional.

Na segunda-feira, a China anunciou a intenção de continuar ampliando seu programa de exploração espacial, com uma missão de recolhimento de amostras na Lua neste ano e outra em 2020 cujo objetivo será Marte, afirma Wu Yanhua, o subdiretor da Agência Nacional Espacial da China (ANEC).

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Fonte: El País

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