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12/Fev/2019 - 08:15 - Atualizado em 12/Fev/2019 - 15:35

Startup da Incit, em Itajubá, desenvolve tecnologia para monitorar barragens

Aparelho é posicionado em frente à estrutura a ser monitorada e apresenta informações sobre estabilidade e segurança da barragem em tempo real


Por Redação Belo Horizonte/MG
O CEO da startup acredita que o uso de sua tecnologia teria previsto tragédias como as de Brumadinho e Mariana
Crédito: Reprodução/YouTube

Após a repetição do desastre de Mariana, este ano em Brumadinho, medidas de prevenção e alternativas às barragens são estudadas pelas grandes companhias. Diversos pesquisadores e empreendedores já desenvolveram soluções que podem evitar com que mais vidas sejam perdidas por rejeitos de mineração.

Também atuante na área, a startup Solver Tecnologias, integrante do Programa de Incubação da Incit - Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Itajubá, trabalha em uma tecnologia para monitorar barragens.

A empresa atua no desenvolvimento de soluções integradas de monitoramento de estruturas como barragens, hidrelétricas, minas, pilhas de estéreis, viadutos e taludes. O protótipo, em desenvolvimento há um ano, está sendo testado em uma mineradora de grande porte em Minas Gerais.

O aparelho fica posicionado em frente à estrutura a ser monitorada. “O aparelho faz a leitura de múltiplos pontos nessa estrutura. Com isso, é possível ter informações precisas sobre o estado de estabilidade e segurança da barragem, em tempo real, durante 24 horas por dia”, explica Daniel Trautwein, engenheiro civil e CEO da Solver.

O empreendedor acredita que o uso dessa tecnologia teria previsto tragédias como as de Brumadinho e Mariana. “Caso fosse detectado qualquer tipo de problema, os sistemas de segurança teriam sido acionados e os alertas disparados para que ações preventivas fossem tomadas”, ressalta o engenheiro.

Como funciona?

O TrueLine, como é chamado o produto, é um sistema de monitoramento óptico aplicado à detecção de deformações e deslocamentos de barragens, pilhas de estéreis, taludes e minas, entre outras aplicações. O equipamento conta com sensores a laser que fazem leituras dos deslocamentos espaciais de múltiplos pontos dessas estruturas, gerando, assim, um banco de dados de posições desses pontos monitorados.

Na nuvem, onde os dados são processados, o comportamento dessas estruturas é analisado, indicando eventuais anormalidades. Relatórios, dados, gráficos e valores instantâneos – entre outras informações úteis para a tomada de decisão do usuário – são dispostos em uma plataforma totalmente web, dando a liberdade de acesso ao usuário através de computadores ou smartphones.

A Inteligência Artificial do software realiza a combinação de dados climáticos, data e hora e as leituras da posição dos alvos instalados na barragem, oferecendo interpretações reais quanto ao status de segurança estrutural.

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