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08/Jan/2019 - 13:41 - Atualizado em 08/Jan/2019 - 15:38

Startup diminui ociosidade nas escolas e oferece bolsas de até 50% a alunos

A Prol Educa -Soluções Educacionais fecha parceria com instituições do ensino básico e superior


Por Redação Belo Horizonte/MG
Crédito: Pixabay

Assim como diversos setores, a educação foi um dos mais afetados pela crise econômica dos últimos anos. Muitas cadeiras ficaram vazias nas instituições particulares e isso tem sido, infelizmente, cada vez mais frequente. Sem recursos, muitos alunos acabam buscando vagas na rede pública de ensino. Para solucionar esta equação, que vai além da matemática, a startup Prol Educa – Soluções Educacionais busca parceria com instituições privadas e oferece bolsas de até 50% de desconto nas mensalidades, reduzindo o número de vagas ociosas, além de gerar receita para a instituição.

No início da startup, em 2015, foram firmadas 40 parcerias com escolas de Pernambuco. Atualmente, a empresa tem mais de 200 instituições parceiras, nos estados de Pernambuco (incluindo interior), Rio Grande do Norte, São Paulo e Minas Gerais.

Petrus Vieira, professor e sócio da startup, conta que a empresa surgiu “de nossa inquietação por ver as vagas ociosas e as pessoas sem poder arcar com os altos custos. Sou professor e queria ajudar mais os alunos e as escolas”, conta. Hoje, a Prol Educa conta com mais de 10 funcionários. As bolsas são oferecidas para o ensino básico e superior.

Segundo os cálculos da empresa, mais de duas mil famílias já foram beneficiadas pelo programa. “Tivemos uma boa receptividade no negócio, porque é uma cadeira vazia que passa a gerar receita”, ressalta Petrus.

“Mas como posso concorrer às bolsas?”, você deve estar se perguntando. Segundo Petrus, a empresa solicita o envio de documentos como comprovante de renda, identidade, CPF, declaração de quitação da escola, entre outros.

“Avaliamos se a pessoa realmente precisa de uma bolsa de estudos. Tem gente que se inscreve, mas quando vemos os documentos, o contracheque não é de uma pessoa que não pode arcar com os custos, além de outras questões. Por isso, a maior parte do nosso público pertence às classes C e D”, diz.

Já para as escolas, a startup oferece uma plataforma em que são disponibilizados o portal do diretor, com informações sobre os aprovados, alunos inscritos e alunos esperando vagas. Por meio do sistema,  a instituição pode liberar vagas. Lá, também estão disponibilizados documentos (solicitados pela Prol Educa) e ocorrências (onde são registrados quebras ou problemas contratuais).

Petrus explica que a startup também acompanha o aluno. “Não é apenas, a inscrição. Fazemos o acompanhamento, inclusive o lado jurídico. Se o aluno ficar inadimplente, o procuramos e informamos que ele perderá a bolsa. Temos contato com o responsável e com a instituição que está oferecendo a bolsa.”

Mas como a empresa fatura? Segundo o professor, além de receber a primeira mensalidade do aluno em valor integral, a empresa tem sua receita gerada a partir das taxas de renovação. Ainda de acordo com ele, esta última é recebida diretamente do aluno ao fim do primeiro ano, em todos os demais anos letivos, até o fim da etapa de formação, e corresponde ao percentual da bolsa oferecida.

Neste ano, a startup espera atingir a marca de 500 parceiros no Brasil. Petrus também adianta que eles participarão de uma incubação na Faculdade Pernambuca de Saúde (FPS), “onde temos como foco ficar preparados para o mercado mundial. Nosso objetivo maior é focar no empreendedorismo”, detalha.

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