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11/Dez/2017 - 11:13 - Atualizado em 11/Dez/2017 - 11:28

UFMG desenvolve hidrogel que ajuda a curar queimaduras e danos à pele

Universidade avança na pesquisa com biomateriais, que simulam ou repõem funções afetadas por lesões, traumas ou doenças


Por Redação
Crédito: UFMG

Uma equipe multidisciplinar da UFMG desenvolveu um hidrogel com atividade antibacteriana capaz de substituir tecido epitelial em pacientes com queimaduras e outros danos graves à pele, como úlceras decorrentes do diabetes. O biomaterial está descrito em artigo publicado neste mês em um importante periódico internacional na área de macromoléculas biológicas.

O trabalho faz parte da tese de doutorado de Nádia Capanema, graduada em odontologia e mestre em ciência e engenharia de materiais pela UFMG e também soma esforços de pesquisadores das áreas de engenharia, veterinária, ciências biológicas, química e física. Para o orientador da pesquisa, professor Herman Mansur, todos os resultados alcançados com biomateriais são frutos da conjunção de competências, na fronteira entre campos diversos do conhecimento.

A pele é o maior órgão do corpo humano e pode sofrer danos por acidentes, traumas ou falhas genéticas. Desta forma, o hidrogel pode ser usado como bandagens para substituição do tecido epitelial e é composto por redes poliméricas estáveis para reter enorme quantidade de líquidos e, assim, ser capaz de substituir uma das funções da pele.“Muitas pessoas queimadas morrem de insuficiência renal porque o rim não consegue fazer a troca de fluidos”, explica Herman Mansur.

O produto também atua como uma fronteira física contra bactérias e fungos, que causam graves infecções e podem levar à septicemia e à morte. “Acrescentamos nanopartículas de prata que, na dosagem certa, têm atividade antimicrobiana”, acrescenta Mansur.

A publicação pode ser encontrada aqui.

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