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12/Set/2017 - 16:28 - Atualizado em 12/Set/2017 - 17:50

Brasil se torna potência das fintechs na América Latina

Levantamento aponta os próximos desafios do setor no país e no continente


Por Redação Belo Horizonte

A América Latina tem registrado um grande surgimento de startups voltadas para serviços financeiros, as famosas fintechs, o que tem sinalizado uma profunda mudança nos mercados financeiros e um desafio para seus reguladores.

De acordo com o levantamento “Empreendimentos Fintech na América Latina”, o Brasil é o país com maior número de fintechs na América Latina, com 230 empresas no setor, seguido do México com 180. Colômbia ocupa o terceiro lugar com 84, seguida da Argentina com 72 e Chile com 65. Esses cincos países concentram quase 90% da atividade fintech na América Latina.

Como funciona?

Uma em cada quatro delas opera como plataformas alternativas de financiamento, oferecendo empréstimos, financiamento colaborativo (crowdfunding) ou financiamento por meio de intermediação de faturas.

Outro quarto opera como empresa de pagamentos. Entre as demais, há segmentos como gestão de finanças empresariais e pessoais, gestão patrimonial, seguros e bancos digitais.

Regulação e setor público

Para que o setor possa se desenvolver e conseguir maior impacto, será necessário aprofundar o diálogo entre os empreendedores e os responsáveis por políticas de regulação. O estudo sugere a criação de bancos de testes regulatórios (regulatory sandboxes) temporários em que as fintechs podem operar, avaliar seus modelos de negócios e oferecer seus produtos em ambientes monitorados, assim como permitir uma transição suave para os empreendimentos e seus entes de controle rumo a uma regulação e supervisão adequada.

Em países como o Reino Unido e Singapura estão sendo oferecidas isenções temporárias sobre autorizações para as fintechs e se observa um papel mais dinâmico do setor público para criar um sistema de apoio ao setor. Outra tendência recomendada é a criação de algum tipo de institucionalidade pública que sirva de interlocutor entre a indústria e os responsáveis pela formulação de políticas.

O estudo completo está disponível aqui.

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