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11/Set/2017 - 14:05 - Atualizado em 12/Set/2017 - 13:16

Conheça 4 cases do Inova Minas que estão virando produtos

De compensado de borracha a refrigerante do bem, pesquisadores também participaram da FINIT e estão transformando suas pesquisas em negócios


Por Paula Isis/SIMI Belo Horizonte
Equipe da Unifal durante o Inova Minas 2016
Crédito: Fapemig/Divulgação


Em agosto de 2016, pesquisadores mineiros tiveram a oportunidade de participar do Inova Minas, evento realizado pela Fapemig, em Belo Horizonte. Quatro deles viram seus projetos serem selecionados para a FINIT- Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia.  Após participarem de um workshop de inovação realizado pelo SIMI e receberem mentoria de três meses da Tropus Lab, os cientistas puderam apresentar seus projetos a investidores na feira, transformando-os em produtos.

São quatro projetos: um vant que pretende democratizar o uso de energia eólica, um sistema que usa realidade aumentada para ajudar pacientes a fortalecer os músculos pélvicos, um refrigerante do bem-bebida láctea de baixo custo que utiliza leite e soro de leite,  e compensado de borracha feito com cabos elétricos e pneus descartados que podem ser utilizados na construção civil.

Para Karina Reciate, pesquisadora responsável pelo vant para prospecção de energia eólica, a participação no Inova Minas foi uma oportunidade de obter um feedback do público sobre a ideia e o modo como a pesquisa foi conduzida até o estágio de protótipo.

“Já na Finit, tivemos a oportunidade de fazer contato com as outras startups lá presentes, sendo de nossa área ou não, nos forneceu novas perspectivas sobre o nosso produto. Essa experiência foi muito interessante para a equipe. Passarmos a pensar nas demandas e moldes do mercado, na necessidade do cliente, para moldarmos soluções condizentes com o que esses esperam de nós”, aponta.

Ainda de acordo com Reciate, durante a feira, eles conversaram com empresas, como Cemig, Grupo VDL, Seed Rain e Elektro. A pesquisadora explica que, desde então, eles estão trabalhando na modernização do sistema para que o Anemômetro de Baixo Custo se torne um produto funcional que atenda às necessidades e expectativas do mercado, “com as características iniciais propostas: baixo custo, fácil instalação e configuração e, principalmente, possibilitar o acesso da tecnologia de ponta a todos que possam se beneficiar dela”, ressalta.

Responsável pelo projeto das alunas de Fisioterapia, da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), que desenvolveram um sistema que usa realidade aumentada (jogos virtuais) para ajudar pacientes a fortalecer os músculos pélvicos, a pesquisadora Simone Botelho destaca que desde a participação no Inovas Minas e na FINIT, o grupo tem realizado contato com investidores, empresas, aceleradores de startups. “A UroPhysio_Plat se desenvolveu ainda mais em 2017, participando de outros eventos de grande importância, como: Open Innovation Week (OiWeek) em São Paulo; Pint of Science, em Belo Horizonte, Minas Digital Talks, em Alfenas”.

Em 2017, o Inova Minas será realizado entre15 e 17 de setembro, na Praça da Liberdade em Belo Horizonte. Vale lembrar que este ano a FINIT será entre 31 de outubro e 5 de novembro, no Expominas.

Refrigerante do bem

Todos os dias, a indústria do leite descarta um líquido que é  rico em proteínas, vitaminas do complexo B, essenciais para o bom funcionamento do sistema nervoso e sais minerais: o soro do leite. O produto que sobra da produção do queijo vira lixo, mas o pesquisador, Junio de Paula, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), porém, encontrou uma destinação inusitada para o produto: a criação de um “refrigerante do bem”. De acordo com Juinio, a bebida é capaz de prevenir a degeneração muscular, câncer de pele, proteger a retina da radiação solar e ainda retardar o envelhecimento. Incrível, não é?

O produto começou a ser pensado há três anos. A ideia veio depois de discutidas opções de destinação correta do soro, que, se jogado na natureza sem tratamento, pode destruir o meio-ambiente. “Quando muito, a indústria de laticínios separa parte do soro para retirar proteínas e alimentar o gado, mas é um processo caro, com que as empresas pequenas não conseguem arcar, por isso jogam no solo ou na água. Um laticínio com produção de 50 mil litros diários polui o equivalente a uma cidade de 100 mil habitantes, daí pensamos em opções para esse produto”, conta Junio.

Compensado de borracha

O compensado de borracha da JCF Soluções em Resíduos utiliza cabos elétricos e pneus descartados para produção de compensados usados na construção civil. O projeto está sendo realizado pelos pesquisadores Fernando Baldez, Augusto Araújo e João Valadão.

Quer saber como foi o Inova Minas 2016? Aperte o play no vídeo da TV SIMI.

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