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05/Dez/2017 - 08:00 - Atualizado em 04/Dez/2017 - 11:23

Estudante da UFLA desenvolve robô “aranha” de seis patas

Matheus Silveira trabalha no robô que pode ser utilizado para a exploração e mapeamento de ambientes hostis


Por Redação Lavras
Matheus Silveira e seu professor orientador Wilian Lacerda
Crédito: UFLA

Um estudante de Engenharia de Controle e Automação da Universidade Federal de Lavras (UFLA) está desenvolvendo um robô hexápode - que tem seis pés. Matheus Alves Silveira faz parte do Programa Institucional Voluntário de Iniciação Científica da universidade. O projeto multidisciplinar visa o avanço do conhecimento em áreas como robótica, eletrônica, programação e sistemas embarcados.

O equipamento funciona com uma bateria de 6.6 volts e sua construção envolveu diversas etapas, que passaram desde o estudo à montagem. Tudo isso para desenvolver um robô capaz de se locomover de diferentes formas: automaticamente, detectando obstáculos e desviando deles, ou por controle remoto, a partir de comandos pré-definidos.

Matheus desenvolveu a parte mecânica e eletrônica do robô, assim como aprimorou um software para a plataforma Arduino. São 19 motores que produzem movimentos, sendo três em cada pata, permitindo uma articulação similar a de um inseto, e um para o movimento do sensor de ultrassom, que atua na detecção à distância de obstáculos.

“Esse é um projeto bem amplo. A partir do que já fizemos, é possível implementar outras funções”, diz Matheus. O desenvolvimento de outras funcionalidades para o robô será explorado em seu trabalho de conclusão de curso.

O estudante é orientado pelo professor Wilian Soares Lacerda, do Departamento de Ciência de Computação da UFLA (DCC). Segundo o orientador, a locomoção de um robô por patas envolve mais complexidade que a de um robô com rodas. “Um robô hexápode pode ser utilizado para a exploração e mapeamento de ambientes hostis, inatingíveis para seres humanos, como em cavernas. E mesmo para a detecção de problemas em dutos, que seria uma atividade arriscada para humanos”, conclui.

Veja o vídeo produzido pela UFLA:

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