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06/Out/2017 - 00:00 - Atualizado em 05/Out/2017 - 18:14

Fapemig investe em tecnologia para recuperar Rio Doce

Iniciativa visa retomar os níveis de qualidade da água de 20 anos atrás


Por Redação Belo Horizonte
Bacia do Rio Doce foi afetada com o despejo de rejeitos de mineração após rompimento de barragem
Crédito: Ney Murtha / Agência Nacional de Águas

Após o rompimento da barragem de Fundão, ocorrido no dia 5 de novembro de 2015, no município de Mariana, a Bacia do Rio Doce foi afetada com o despejo de milhões de toneladas de rejeitos de mineração, prejudicando o meio ambiente e a vida de milhares de pessoas.

Diante da situação, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) tem investido em pesquisas e no desenvolvimento de tecnologias para ajudar na recuperação da Bacia do Rio Doce e dos ecossistemas associados.

O objetivo é encontrar soluções amplas que contemplem os diversos problemas provocados pela tragédia. “Isso significa, por exemplo, que soluções para o uso do solo dialoguem ou contemplem soluções para a qualidade da água ou para a recuperação da biota, e assim por diante”, explica o assessor da Diretoria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, Rafael Pessoa.

Alguns fatores estão sendo determinantes para a escolha de projetos, como soluções objetivas e a participação em rede de instituições e comunidades, podendo o conhecimento adquirido ser utilizado no futuro em outras bacias degradadas. Outro aspecto considerado é o nível de recuperação da bacia. A intenção é fazer com o que o Rio Doce recupere os níveis de qualidade que tinha há cerca de 20 anos.

O investimento da Fapemig é de R$ 4 milhões. A iniciativa também conta com investimento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Agência Nacional das Águas (ANA).

Ação em andamento

Entre os projetos escolhidos na Chamada realizada em julho de 2016, está o “Tecnossolos do Rejeito de Mineração de Ferro da Barragem de Fundão”, do professor Carlos Schaefer, da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

O projeto pretende recuperar áreas de cultivo danificadas sem retirar os rejeitos que foram despejados. Para isso, são utilizados métodos de cobertura com materiais agrícolas, aliados à correção do solo com adubação ou calcário. O trabalho começou a ser desenvolvido poucos dias após o rompimento da barragem e passará a ter o apoio da Fapemig.

“A gente quer que isso seja replicado para, se possível, todas as áreas que foram afetadas. A nossa estratégia é tentar tratar e remediar com o mínimo impacto adicional”, destaca o pesquisador.

Cerca de 30 hectares entre os municípios de Barra Longa e Rio Doce já foram recuperados e apresentam resultados positivos para a produção agrícola por meio de técnicas de correção de solo. Outros 90 hectares estão em tratamento ou pesquisa. A expectativa é levar as técnicas desenvolvidas para os locais de cultivo ao longo da bacia. São cerca de 500 hectares potencialmente recuperáveis.

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