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04/Dez/2017 - 10:01 - Atualizado em 04/Dez/2017 - 13:25

Garota mineira de 20 anos quer hackear o planeta

Estudante da UFMG, Ingrid Spangler ganhou destaque após participar de evento de segurança da informação


Por Redação Belo Horizonte
Crédito: Reprodução/Tecmundo

Aos 20 anos, Ingrid Spangler estuda Ciência da Computação na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e vem ganhando notoriedade no hacking, principalmente quando falamos sobre o Capture the Flag (CTF) - modalidade de competição que reúne desafios de segurança da informação. Segundo a jovem, ganha quem faz um campeonato de hacking ético. “Quem hackear mais sistemas, mais rápido ganha".

Inserida em um ambiente predominantemente masculino, a jovem estudante fundou a equipe Pyladies, composta apenas por mulheres. O objetivo da equipe é promover, educar e impulsionar a existência de uma comunidade Python diversificada, por meio de sensibilização, educação, conferências, eventos e encontros sociais.

Os frutos desse trabalho já podem ser vistos. A Pyladies é a primeira equipe 100% feminina de Capture the Flag. Além de Ingrid, o grupo tem Clara Nobre (Lilium) como fundadora. Outra integrante, Aghata Sophia (sm00n), também venceu o Hackaflag Paraíba.

Mas o interesse de Ingrid por programação surgiu no fim do ensino médio, quando, aos 17 anos, começou a se interessar por programação. "Quando ouvi falar da área, percebi que era construída em torno da parte da matemática que eu mais gostava, além do meu passatempo favorito: a lógica. Por isso, escolhi o curso. Mas entrei sem conhecimento prévio nenhum sobre programação e muito menos hacking", disse Spangler ao TecMundo.

Existem muitas polêmicas acerca do hacking no Brasil, principalmente os que envolvem atos criminosos. Spangler explica que existem vários tipos. "Aquelas ligações que todo mundo já recebeu da cadeia é um ramo de hacking chamado phishing. Já vi um pedacinho do underground de hacking criminoso. É assustador o que os brasileiros podem fazer com a criatividade e malícia com o conhecimento técnico e os recursos de que eles dispõem”, afirma.


No entanto, a jovem afirma que o governo poderia fomentar o hacking ético no Brasil e diminuir a atração de jovens para o hacking criminoso. “O hacking ético e o criminoso são idênticos no que se refere ao nível técnico. As ferramentas são as mesmas. A diferença está na intenção das pessoas que as usam. Quanto menos criminosos, menos hacking criminoso."

Sobre os próximos passos que dará no setor, Ingrid diz que assim que terminar a faculdade, vai hackear o planeta. Alguém duvida?

Crédito: Arquivo Pessoal

Dicas de segurança da jovem que quer hackear o mundo


Quando o assunto é segurança da informação, a jovem dá algumas dicas valiosas para quem quer manter seus dados seguros. "Coloque senhas fortes e diferentes em todas as suas contas, junto com 2fa (verificação em duas etapas, dois fatores ou dois passos): se houver vazamento de informações de um site fraco, a senha que você sempre usa será utilizada para invadir os outros.

Sobre os aparelhos, ela também orienta a mudança de senha em dispositivos, como chromecasts, câmeras de vigilância, box de televisão e roteadores, que são os principais alvos para botnets. “Tenha em mente que suas fotos íntimas podem ser usadas como ameaça e as destrua, cheque muito bem a segurança de sites onde coloca seu endereço e telefone. Não poste informações importantes no Facebook, evite entrar em suas contas em redes wi-fi públicas. Não descarte ou venda seu computador sem dar wipe, pois se apenas deletar ou formatar, tudo o que havia nele pode ser recuperado com análise forense."

Programação é para garotas também

Indagada sobre qual conselho ela daria para as garotas que querem estudar hacking ou participar de algum curso de Ciências da Computação, ela diz: "cuide bem de sua saúde mental, o quanto antes melhor. Nunca esqueça que você é absurdamente inteligente e consegue fazer tudo o que quiser, inclusive esse curso".

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Fonte: Tecmundo

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