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11/Ago/2017 - 00:00 - Atualizado em 16/Ago/2017 - 14:45

Criador da animação Mundo Bita fala sobre a experiência de empreender na economia criativa

Chaps Melo contou como que o app deu vida a animação infantil que virou um case de sucesso


Por Paula Isis/SIMI Belo Horizonte
Crédito: Paula Isis/SIMI


De músico a empreendedor. A empreendedor de sucesso, na verdade. Um cara que criou um personagem para decorar o quarto da primeira filha, Ana Bel,  e viu sua criatividade ganhar o Brasil e virar um case de de sucesso da economia criativa - conjunto de negócios baseados no capital intelectual e cultural e na criatividade que gera valor econômico. A história do Mundo Bita começa assim. Durante o segundo dia da Campus Party Bahia, Chaps Melo atraiu a atenção de dezenas de campuseiros que queriam ouvir como pivotar uma ideia pode ser a melhor alternativa para o negócio e como a economia criativa pode ser rentável.

De repente, quatro amigos iriam ser pais. Após criar o personagem Bita para alegrar a chegada de sua filha, Chaps Melo, conversando com amigos, resolveu criar um aplicativo infantil de qualidade para os filhos. Um app que tivesse livro infantil. Eis então que surge o Circo Mágico de Bita, um app gratuito com conteúdo totalmente pensado para crianças. Mas se era gratuito, como ele geraria receita? Então, eles tiveram a ideia de monetizar o app "o que não deu muito certo. Custava 99 centavos, mas brasileiro tem uma 'trava' quando tem que pagar por um serviço digital e nossa receita não cresceu", relembra.

Durante um ano, eles tiraram do próprio bolso a grana para investir no negócio. Ficaram incubados no Porto Mídia, em Recife, mas nada muito rentável. "Não é um mercado que vale a pena." A história começou a mudar quando eles pivotaram o modelo de negócio e resolveram ir para o audiovisual. Neste momento, Charp percebeu que o negócio deles era conteúdo, independentemente da plataforma.

O negócio começou a crescer. O músico conta que isso só aconteceu porque ele teve sócios que sabiam fazer negócios, apesar da qualidade do produto. "Ser só criativo na economia criativa não rende dinheiro. É preciso fazer negócio. Então, se você só sabe criar, chame alguém que conheça os players do mercado e saiba fazer parcerias", ressalta.

O resultado desse trabalho são três discos de ouro e dois de platina. Chaps acredita que esse sucesso se deve à forma como eles se comunicam com o público-alvo. "Tratamos as criancas como pessoas que vão absorver nosso conteúdo e vão entendê-lo, independentemente da idade. Tivemos muitas críticas porque  as pessoas achavam o conteúdo muito desenvolvido. A gente não se comunica com as crianças como se elas não pensassem", pontua.

Indagado sobre a possibilidade de expansão do Mundo Bita para o plúblico que gosta e está crescendo, ele afirma que a equipe já está trabalhando com isso. "Estamos desenvolvendo uma série, justamente para um público mais velho." Chaps também adiantou que um processo de internacionalização da animação pernambucana já está em andamento. "No meu celular tem algumas músicas já em espanhol. Estamos tendo todo o cuidado para que a versão tenha a mesma mensagem da original. Estamos produzindo em inglês também", acrescenta.

Números de sucesso

Atualmente, o Mundo Bita tem 62 animações., um curta-metragem e quatro DVD's. A animação está entre os mais populares do Netflix, reúne mais de 200 mil fãs no Facebook e mais de 700 milhões de views no YouTube.

Fique ligado! Entre os dias 1 e 5 de novembro, a Campus Party desembarca em Belo Horizonte, durante a FINIT. Quer saber mais? Clique aqui. 

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